Mercado de Paradise Falls

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Mercado de Paradise Falls

Mensagem por Iris Van Der Beek em Ter Mar 19, 2013 9:16 am


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Re: Mercado de Paradise Falls

Mensagem por Olivia Stark em Qua Mar 20, 2013 3:12 pm


What the...!?

   
   
   




O que poderia dizer do dia do Novo Mundo?
Huh, ótimo para ocasionais roubos, por exemplo. Milah mordeu o interior da bochecha esquerda, analisando todo e qualquer ser humano que passava pelo seu campo de visão. Haviam muitos forasteiros na cidade e aquilo a deixava nervosa, talvez até mesmo descuidada. A raiva vinha em doses ocasionais, a maior parte por culpa da mãe, que fugira com um desses malditos quando era apenas uma criança. Desencostou-se da parede onde estava apoiando-se, levantando uma das sobrancelhas quando percebeu a confusão do outro lado da One Street. Assobiou levemente, o barulho passando despercebido pela falta de atenção que Simon, Zach e Daniel tinham nela. Não interessava. Se eles percebessem sua presença, também, o máximo que fariam seria ridicularizá-la. Já estava acostumada com aquilo e, sinceramente, já não fazia mais tanto efeito como há seis anos atrás.

Chamem-na de maluca, mas pelo menos não tinha um desses animais mandando nela, ou tratando-a como uma propriedade. Pois era isso que as mulheres do New Wild West eram. Uma propriedade reluzente que todos os homens adoravam exibir em eventos como esse. De relance viu a tal Archer, a mais nova da família e sentiu vontade de rir da cara dela. Parecia tão deslocada da cidade que Milah teve de morder seu lábio para não deixar escapar a gargalhada gutural que estava pronta para sair de sua garganta a qualquer instante. De alguma forma não conseguia levar a sério nenhum dos malditos que governavam aquela cidade. Xerife Silver conseguira mantê-la com medo dele por um longo período, mas agora que sabia como aquele animal era realmente, Milah não conseguia mais pensar nele sem rir dos gostos esquisitos que ele tinha. Não que ela pensasse nele frequentemente, mas Paradise Falls era pequena e muitas vezes as pessoas se esbarravam pela One Street. Para o seu azar.

Distanciou-se de toda aquela loucura, caminhando em direção ao mercado. Não queria se envolver em encrencas hoje, mexer com um Archer ou um Eastwood já era pedir para morrer, mexer com ambos era, de fato, uma carta suicida e, por mais que estivesse precisando, preferia passar fome a ter que roubar de qualquer um deles, mesmo que não precisassem das migalhas que Milah estava disposta a matar e morrer para obter. Além de tudo, era no mercado que as transações reais aconteciam, onde o dinheiro rolava trôpego e as maçãs reluziam conforme a luz e o orvalho, agora seco por conta do calor incomum à época, mandavam. O estômago roncou, avisando-a de que precisava se alimentar e a morena bufou pesadamente, fazendo o possível para tentar se manter invisível da maior parte das pessoas. Não era uma tarefa fácil.

Com seus um metro e sessenta de altura, se quisesse poderia passar despercebida, mas morava em Paradise Falls, sabia que jamais conseguiria fazê-lo, então só mantinha aquela tensão quando era imprescindível, como agora. O cabelo a incomodava a medida que batia em seu rosto e teve de parar algumas vezes para ajeitá-lo debaixo do chapéu esfarrapado – uma das heranças de sua mãe e uma das únicas peças mais apresentáveis que Milah possuía. O vestido, também esfarrapado(o que Milah tinha que não era esfarrapado?), era sutilmente arrastado pelo vendo e pela areia incômoda típica daquela parte do país, mesmo no Velho Mundo.

Franziu o cenho, chegando ao mercado pouco tempo depois, dando de cara com a multidão de pessoas, aglutinando-se em torno do lugar, gritando feito porcos e galinhas chocadeiras. Reprimiu a vontade de sorrir, maliciosa com tudo aquilo. Seria fácil furtar um ou dois pães das barraquinhas que se insinuavam para os fregueses, os vendedores ocupados demais em receber o dinheiro que jamais notariam a falta da comida, caso Xerife Silver não tivesse posto homens ao lado de cada uma delas. Uma medida preventiva contra Milah? Provavelmente sim. A barriga roncou novamente. Não tinha muito tempo, se não arrumasse nada para pôr na boca e engolir, temia que iria acabar desmaiando ali mesmo, e tinha certeza de que, não só ninguém iria ajudá-la, como também fariam questão de pisar o máximo possível enquanto estivesse desacordada.

Foi quando avistou a claridade repentina do outro lado do mercado. Estreitou os olhos, para ver melhor, encontrando nada mais nada menos do que um homem olhando para seu relógio... de ouro. Se conseguisse roubar aquilo, ela e o pai não passariam fome por pelo menos um mês. Não era sua especialidade roubar de pessoas, só roubava mesmo era as madames e o mercado, quando tinha muita fome e a situação estava crítica. Poderia ser tão difícil? O homem parecia ser um alienado por completo, nem sentiria as mãos ágeis da Jones. Sorriu, marota, enquanto desviava das carroças e das pessoas, indo de encontro a ele, tentando parecer inocente. Conforme podia ver mais detalhes, teve certeza de que se tratava de um forasteiro. O que era ainda melhor. Sorriu mais uma vez, esbarrando no homem propositalmente aparentando não ter feito aquilo porque queria.

– Perdão, Senhor, mil desculpas. –
balbuciou, presa entre os braços do homem. Não manteve contato visual com ele. Sentia, no entanto, os músculos do homem a segurarem de uma forma que ninguém a segurara na vida. Negou com a cabeça, desembaralhando seus pensamentos para que conseguisse se concentrar na única razão pela qual ainda deixava que ele a estivesse segurando. O maldito relógio. Onde diabos estava aquele maldito relógio? Lembrava-se de vê-lo guardá-lo em seu bolso esquerdo, dentro de sua calça. A imagem de Milah tocando naquele homem era inconcebível, especialmente porque corria o risco de esbarrar com coisas que preferia manter bem cobertas, até mesmo quando estava prestes a desmaiar de fome. Trincou o maxilar, levantando o queixo e encarando-o olho no olho, tentando sorrir para distraí-lo enquanto suas mãos trabalhavam ligeiras e quase imperceptíveis ao pegar o relógio do bolso do estranho. Quando o tinha em segurança dentro de um bolso de seu vestido, suspirou levemente de alívio e tentou desvencilhar-se do homem, mas este levantou uma sobrancelha para ela, segurando-a por um dos braços. Milah foi puxada rapidamente de volta para o homem e olhou desde seu braço até o rosto dele. Uma carranca formara-se ali. – Mas o que...?– perguntou, mais para si mesma do que tudo. O que ele queria com ela, agora? – Me solta! – ameaçou gritar, mas sabia que com aquele pandemônio do mercado, seria muito dificilmente escutada por alguém. – Me solta ou eu faço um escândalo, você ta me machucando, seu animal! – Milah trincou o maxilar, puxando seu braço preso com todas as suas forças.

Em que diabos se metera?




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Re: Mercado de Paradise Falls

Mensagem por Dimitri Hoffman em Qua Mar 20, 2013 3:57 pm

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Paradise Falls era aquele tipo de cidade pequena onde os moradores deviam saber os detalhes da vida de cada um por ali. Fofocas por trás de fofocas, tudo para espantar o tédio. O tipo de cidade que com toda a certeza não o interessaria, não havia nada de novo ou diferente por ali. Na realidade, Dimitri já conhecera muitas cidades assim e, francamente, já estava cansado desse tipo de lugar. Queria algo mais... Intrigante.

Claro, ele admitiria que esse tal evento o qual chamavam de “dia do novo mundo” era uma ocasião decerto especial se analisasse o dia-a-dia comum dos cidadãos daquele local. Mas ainda sim, nada chegara a chamar sua atenção até agora.

Acendeu o cigarro, tomou um gole do Bourbon que tanto gostava e apoiou a face contra o livro que o bisavô vivia insistindo que lesse. O médico e o monstro, um clássico, como ele dizia. Um clássico que estava começando a deixá-lo entediado.
- August Hoffman deve estar revirando-se em seu túmulo. Sua cria querendo morrer enquanto lê seu livro favorito. Hora de um pouco de diversão, Dimitri.

Sorriu sorrateiro, apoiando o copo vazio na mesa ao seu lado, levantando-se rapidamente e vestindo qualquer roupa que visse pela frente, o cigarro preso firmemente entre os lábios. Assim que tornara-se apresentável, dirigiu-se a passos largos para a saída do quarto velho de hotel.

Às vezes ele se perguntava como que a aquela quinquilharia ainda não tinha caído aos pedaços. Bem, sorte a dele. De qualquer forma, não fora o pior lugar que já passara algumas noites.

A entrada da estadia ficava defronte ao mercado, geralmente essa era a parte da cidade que sempre se encontrava abarrotada de pessoas e gritarias dos mercantes. Esse era um dos lugares favoritos de Dimitri em Paradise Falls.

Gostava disso, da agitação, das pessoas. Como escreveria sobre elas quando estavam ocupadas demais escondendo-se sobre máscaras de santidade ao entrarem na Igreja? Não, ele queria barulho, luxúria, tensão.

Hoje, com esse tal evento, o mercado estava particularmente mais lotado que o normal. Uma ótima oportunidade para conhecer melhor a população de Paradise Falls, as pessoas costumam ficar irritadiças com toda essa bagunça a qual ele já estava acostumado. São quando irritadas que mostram sua verdadeira face.

Ocasionalmente, Dimitri refletia sobre as atitudes e se perguntava se era um tipo de sadista. Provavelmente era apenas sua curiosidade, nada demais. Todo pecador tem que possuir uma boa desculpa.

Algumas mulheres sorriam para si quando passavam por ele, e o Hoffman não hesitava em retribuir. Quem sabe uma delas não fosse a distração de sua noite?

Tragou longamente, sem olhar para nenhum lugar em especial. O gosto agridoce do cigarro misturando-se ao gosto do whisky há pouco tomado. Por fim, suspirou, liberando a fumaça pelas narinas. Maldita hora em que acordara, o sono com toda a certeza não voltaria tão cedo então ele teria que suportar o tédio de uma forma ou de outra.

Puxou o relógio de ouro o qual fora presenteado por uma jovem madame com quem tivera algumas relações há algum tempo atrás do bolso e fixou o olhar nos ponteiros ornamentados. Onze horas. Bufou irritado, por que diabos tivera que acordar tão cedo?

Olhou de esguelha para as mulheres que passaram dando pequenos risinhos enquanto o encaravam fixamente. Tragou por uma última vez o cigarro, respirou fundo e jogou-o no chão, pisando em cima logo depois.

Mal podia acreditar, mas não estava com paciência para gracinhas hoje. Claramente, ele precisava de mais um ou dez drinques. Ah... Os milagres que uma boa dose de álcool não faz com um homem. E ainda tinham a coragem de perguntar o porquê dele afirmar estar comprometido com a bebida. Ela simplesmente lhe completava.

“Se algo ruim acontece, bebemos para esquecer. Se algo bom acontece, bebemos para comemorar e se nada acontece, bebemos para fazer algo acontecer.” . Gostaria de presenciar o dia em que o homem inventasse algo mais prazeroso do que uma boa e velha Bourbon.

Girou nos próprios calcanhares e seguiu o fluxo dos cidadãos que iam em direção ao norte. Não tinha muita certeza, mas acreditava que o Saloon de Paradise Falls ficasse por ali, perto da Igreja para onde a multidão devia estar se direcionando graças ao dia do novo mundo. Dimitri sorriu sarcástico com a ironia que era ter um saloon tão próximo a uma igreja.

No meio da confusão de pessoas, uma moça qualquer vestindo um chapéu esfarrapado esbarrara em si, quase caindo no chão. Segurou-a pela cintura a tempo, dando um meio sorriso para a mulher. Não que ela pudesse ver, de qualquer forma. O chapéu devia esconder uma boa parte do seu campo de visão.

– Perdão, senhor, mil desculpas. –

Escutou a mulher balbuciar, ainda sem encarar seus olhos. Sem perceber, fizera uma careta de desgosto. Não gostava quando os outros não falavam olhando-o nos olhos. Era irritante não conseguir ler as emoções da pessoa quando conversavam. Tudo parece menos realístico quando não se dá ênfase às ações.

– Não foi nada, senhorita. –

Sua vontade era de puxar o queixo da tal mulher misteriosa e ver suas expressões. Suspirou quando a mulher começou a balançar a cabeça em negativa, não estava entendendo muito bem a situação então voltou o olhar para baixo, analisando a mulher. As roupas não passavam de maltrapilhos, e absolutamente não ficavam bem nela. Fazia com que seu corpo parecesse mais largo do que era, e Dimitri conseguia enxergar por baixo dos fiapos do vestido, as belas curvas da mulher.

Antes que pudesse continuar com a análise, a moça finalmente olhou para si com um sorriso meigo no rosto. Os olhos verdes entravam em contraste com toda sujeira em sua face e Dimitri não pode deixar de pensar que apesar de tudo, a garota era bonita.

E foi então que o homem notara um singelo toque em seu peito. Não chegara nem a ser um toque, mas ele sentira. A mulher estava tentando roubá-lo. Óbvio que estava, como que ele não percebera o sorriso falso e a quantidade extrema de tempo em que a mulher manteve-se em seus braços?

Arqueou as sobrancelhas com a ousadia da mulher. Atitude bem arriscada. Será que ela não tinha sequer pensado na possibilidade dele machucá-la se descobrisse? Quando a mulher tentou desvencilhar-se de seus braços, apertou ainda mais forte, trazendo-a de volta para si. Ela realmente pensou que fosse escapar dele tão facilmente? Dimitri sorriu malicioso, pensara errado.

– Mas o que... ? –

Abriu um sorriso ainda maior. A mulher estava extremamente desconcertada, era nítido. A linha de preocupação que se formava em sua testa e o biquinho de irritação. Ah, as pessoas realmente deixavam as máscaras caírem quando irritadas.

- Me solta! –

E ela já estava beirando ao desespero assim tão rápido? Ele ainda queria brincar um pouquinho. Negou com a cabeça, apertando o braço da mulher com mais força.

– Me solta ou eu faço um escândalo, você ta me machucando, seu animal!

A morena contorcia-se sem parar, estava começando a chamar a atenção dos outros. Por isso, puxou o corpo dela para mais perto do seu e com o braço livre, apertou os ombros da menina em um abraço forte.

- Ora, ora, querida. O que você pensa que eu sou? Algum tipo de ponto turístico onde passando por mim pode levar alguma lembrancinha? Não. Não é assim que as coisas funcionam. –

Aproximou os lábios do ouvido da garota e sussurrou em um tom brincalhão:

- Você está com algo que me possui. E eu não estou falando sobre seu coração –

Piscou para a mulher, não conseguindo conter o riso. Ela parecia tão assustada... Não tinha culpa se ela tentara roubar o homem errado.




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Re: Mercado de Paradise Falls

Mensagem por Olivia Stark em Dom Mar 24, 2013 8:38 pm


What the ...!?

   
   
   




Milah as vezes era pega, não podia evitar. Até o melhor dos ladrões era uma vez capturado em toda sua carreira. Mas ela não conseguia parar de se culpar. Como poderia ter sido tão estúpida a ponto de pensar que o homem que a segurava firmemente naquele exato momento fosse um alienado? Olhando para ele com mais atenção, ele realmente parecia um. O cheiro que originava-se dele era um daqueles que ela já sentira muitas vezes na vida. Não que ela tivesse aquele cheiro. Era uísque, e Milah não tinha dinheiro para comprar uísque, a bebida custava mais do que a própria casa onde viviam ela e o pai, mas sempre que chegava na delegacia, Xerife Silver estava cheirando àquilo. Era seguro dizer que ela detestava o aroma e franzia o nariz sempre que sentia aquele cheiro nojento.

O desconhecido puxou-a para perto de si, abraçando-a com um dos braços e fazendo questão de manter a boca próxima o suficiente do ouvido da mulher para que ela sentisse aquela vontade azeda de vomitar. Cheirava a cigarro também, notou. Argh, mas que homem nojento! - Ora, ora, querida. O que você pensa que eu sou? Algum tipo de ponto turístico onde passando por mim pode levar alguma lembrancinha? Não. Não é assim que as coisas funcionam. – Revirou os olhos, preparando-se para pisar no peito do pé do estranho quando este se distraísse. Virou o rosto, tentando manter os olhos e lábios bem longe dos do homem. - Você está com algo que me possui. E eu não estou falando sobre seu coração – Milah não pôde deixar de rir do que ele falara. Ah, ele se achava o garanhão? Esses forasteiros realmente não conheciam a encrenqueira de Paradise Falls. Levantou uma das sobrancelhas, virando-se para ele e olhando-o com uma careta séria.

– Perdão, Vossa Alteza, não tenho nada que seja seu. – sorriu, falsa, como sempre, dissimulando tudo o que conseguia. Algum canto de sua mente perguntou-se onde estaria seu chapéu, mas Milah precisava se livrar daquele incômodo primeiro. Umedeceu os lábios, encarando os do homem com um olhar faminto. Ele iria cair em sua armadilha, certo? Milah esperava que sim. – Nada além disso.– sorriu mais uma vez, aproximando seu rosto do dele. Qualquer um diria que a morena iria beijá-lo, mas quando seus lábios estavam a milímetros de distância, a mulher pisou o mais forte que conseguiu bem no meio do peito do pé do estranho. Escutou um rugido e por alguns segundos o aperto foi diminuído, dando-a a chance que precisava para escapar. – Até nunca mais! – riu, correndo o mais rápido possível para o mais longe dele que conseguiu.

Checou o bolso do vestido onde tinha escondido o relógio e suspirou de alívio, não tinha sido perdido com aquela confusão. Quem diabos aquele homem era e mais importante... Quem diabos ele pensava que era para pegá-la daquela forma? Gritou, sentindo a raiva tomá-la. Malditos forasteiros, porque sempre tinham que ser tão... Cheios de si?

Sentiu a presença dele antes de vê-lo, de fato. Virou-se, cruzando os braços, encarando-o com uma expressão que dizia: “O que você quer agora?”. – Algum problema, Senhor? – perguntou, tentando manter a expressão neutra. O relógio pesava dentro do bolso e a peça estava tão desgastada que temia que acabasse rasgando o tecido, denunciando-a. Tudo o que não precisava era de passar a noite na cadeia. Quem alimentaria seu pai se ela não estivesse lá? Oh, mas que mundo injusto é esse do Novo Velho Oeste. O cabelo lhe caía pelo pescoço, incomodando-a e Milah amaldiçoou-se por simplesmente não tê-lo cortado à moda dos homens da cidade. Levantou uma das sobrancelhas, esperando pela sua resposta, mas sabia que provavelmente estava encrencada.

Lembrou-se das lições dos que a ensinaram a roubar. “Se for pega, negue até o fim!”. Era isso que faria, não deixaria um forasteiro riquinho metido a besta qualquer fazer com que ela perdesse o direito de estar com seu pai naquele dia. Negaria até o fim, e ainda sairia livre daquilo tudo, ou não se chamava Milah Jones.




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Última edição por Milah Jones em Seg Jul 15, 2013 1:01 pm, editado 3 vez(es)

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Re: Mercado de Paradise Falls

Mensagem por Dimitri Hoffman em Seg Mar 25, 2013 6:42 pm

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A mulher soltara um pequeno riso, arqueando as sobrancelhas com arrogância.

– Perdão, Vossa Alteza, não tenho nada que seja seu. –


O sorriso não deixava o rosto da morena, e por um segundo ele quase acreditou em suas palavras. Quase. Devia admitir que ela era uma mentirosa e tanto, eram poucos os que conseguiam sequer implantar algum tipo de dúvida em sua mente. Devia bater palmas para o espetáculo que a morena estava plantando enquanto atraía sua atenção para seus lábios, toda a postura subitamente submissa. Ótima atriz. Ele até estava caindo naquele joguinho estúpido. Afinal, como ele poderia dizer não para uma dama?

– Nada além disso. –

A voz da moça soara ligeiramente rouca, o corpo aproximando-se perigosamente do seu. E apesar de responder as ações sugestivas da mulher, por dentro duvidava se as suas mãos leves não estavam tentando capturar mais alguma coisa de valor que ele possuísse. Quando seus rostos estavam próximos o suficiente, ele não pode evitar o pequeno sorriso que surgira no canto dos lábios. Era a primeira vez que não fechava os olhos com um beijo. O medo de sair dali sem nem um tostão era muito maior do que o desejo.

E foi então que Dimitri percebeu que não estava lidando com uma dama. O Hoffman não fazia parte desse grupo de pessoas que deixariam de tratar com respeito uma mulher independente de sua classe social. Mas ao sentir o piso da desgraçada afundar em seu pé, o singelo ‘filha da puta’ que escapou de seus lábios não poderia ter sido de forma alguma evitado. E ele não se arrependia nem um pouquinho.

Rugiu raivosamente, sem querer afrouxando o aperto do pulso da Joãozinho, fazendo com que a garota corresse para longe dele. E sabe-se lá o que além de seu relógio e sua dignidade ela estava levando enquanto carregava um sorriso audacioso no rosto.

– Até nunca mais!


Por uns dois ou três segundos, ele jurava que tinha pensado em seguir seu caminho e deixar a morena em paz. Afinal, que valor tinha aquela droga de relógio? Nada que fizesse falta em seu bolso, de qualquer forma. Contudo, antes que pudesse perceber já estava correndo atrás da mulher. Merda. A pequena ladra estava acabando com os seus bons modos.

- É o que veremos. –

Realmente não era de seu feitio ficar correndo atrás de moças. Normalmente, elas que viriam correndo atrás de si. Às vezes, literalmente. Entretanto, cá estava ele, correndo atrás de uma dama. Não, não. Ela não era uma dama. Devia se lembrar disso. A mulher era agressiva, temperamental e dissimulada. Ele realmente devia tê-la deixado ir.
O problema era: Ele não conseguia. E o pior ainda, estava gostando. De sadista passara para masoquista em alguns poucos minutos.

Ao alcançar a ladra, passou as mãos pelo cabelo, divertindo-se com as diferentes emoções que passavam pelos olhos verdes da mulher sem que a mesma percebesse.

– Algum problema, Senhor? –


Tensão, preocupação, raiva, irritação. Ele adorava isso.

- No momento, não, nenhum. Mas se a senhorita partir sem nem ao menos dizer o nome, talvez. –

Sorriu sorrateiro. Sabia que as suas palavras não faziam o menor sentido, não que ele se importasse.

- Não sei se você acredita em amor a primeiro assalto, mas... –

Fixou o olhar dramaticamente para o céu claro e limpo de Paradise Falls, sentindo que estava brincando perigosamente com o fogo. Mas era isso que fazia com que ele quisesse levantar de sua cama dia após dia. Tudo pela adrenalina do dia a dia.

Droga, como ela corria. O coração palpitava acelerado, e ele estava tendo certa dificuldade para respirar. Definitivamente o maior problema não tinha sido a corrida, mas a corrida entre os moradores da pequena cidade. Como ela conseguiu se esgueirar por um espaço tão pequeno e amontoado? E isso sem esbarrar em quase ninguém. O que fazia com que ele abrisse um sorriso cada vez maior. A Joãozinho estava capturando seu interesse.

Respirou fundo, voltando a atenção para a mulher a sua frente. Tinha certeza de que nesse instante seus olhos deviam estar brilhando. Ele realmente estava se divertindo com toda essa situação. O Hoffman parecia uma criança feliz com o seu brinquedinho favorito. Sem arrependimentos.

Levantou ambos os braços para o ar, como quem dizia que não estava ali para brigar. Com certeza não estava. Vamos lá, um pouco de diversão, por favor.

- Creio que você não vai se importar se eu tirar alguns minutos de seu tempo, ou irá? Não que eu me importe, pelo menos –

Ah... Ela com certeza devia odiá-lo agora. Era isso o que ele estava procurando, algo sobre o que escrever. Procurou analisar criticamente cada expressão que passava por trás dos olhos da mulher, a postura corporal... Podia até criar uma personagem como ela. A arrogante Joãozinho e o relógio de ouro. Já poderia até escrever um conto infantil, talvez até fizesse sucesso. O público gostava quando se identificava com o personagem. Claro, quem ele estava querendo enganar. Livros hoje em dia eram tão importantes quanto merda. Se não tivesse uma boa e gorda conta bancária, talvez estivesse passando fome.

Olhou para o estado da garota novamente e sentiu uma pequena compaixão. Quer dizer, ela devia estar passando fome, era visível. Querer tirar seu ganha pão apenas porque estava levemente interessado nela era... Doentio? Bufou, quebrando o contato visual que tinha com a Joãozinho. Não, isso não era hora para fazer papel de bom moço.

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Re: Mercado de Paradise Falls

Mensagem por Olivia Stark em Seg Mar 25, 2013 8:44 pm


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- No momento, não, nenhum. Mas se a senhorita partir sem nem ao menos dizer o nome, talvez. –
Ele realmente pensava que Milah seria burra a ponto de dar seu nome para ele? Por Deus, esses forasteiros realmente deviam aprender uma coisa ou outra enquanto viajavam entre as cidades.

– Meu nome não é o interesse dessa conversa forçada, Senhor. –
fez questão de destilar todo o seu veneno enquanto falava.

Percebeu seu sorriso bonito e revirou os olhos. Ela não cairia naquela cilada. As outras mulheres podiam ser estúpidas o suficiente para aquilo, mas não Milah, ela orgulhava-se de não depender de nenhum desses desgraçados. Ainda mais um que parecia não se importar nem um pouco com coisas que para ela eram importantes. Ah sim, ele parecia o perfeito mauricinho de cidade grande, pronto para torrar seu dinheiro no primeiro Salloon que visse. - Não sei se você acredita em amor a primeiro assalto, mas...Milah teve vontade de rir, mas segurou, observando enquanto ele olhava para o céu, como quem não queria nada. Não conseguiu segurar a careta, e a língua.

– Não te roubei, Alteza, isso é mentira! –
deixou o biquinho de irritação visível. Precisava realmente parecer inocente daquilo, ou iria para a cadeia. O estranho arfava a sua frente e se viu desejando que ele caísse duro no chão imundo do mercado, para parar de enchê-la a paciência. Milah não sabia o quanto a vida era irônica as vezes. – Você ‘tá falando besteira. Por que eu roubaria de um forasteiro? – deu uma risada de escárnio, sabendo que a encenação estava indo longe demais. Sua vontade era dar meia volta e sair do mercado, escondendo-se em sua pequena casa por tempo suficiente para que as coisas se acalmassem, mas seu orgulho sempre falava mais alto nessas situações. Revirou os olhos, percebendo que ele ainda continuava a respirar com dificuldade.

Iria se arrepender daquilo depois, tinha certeza. Bufando, abriu a boca para perguntar algo, mas ele foi mais rápido, voltando seu olhar para sua direção, fazendo com que a morena se calasse no mesmo segundo enquanto ambos mantinham um contato visual que a deixou muito incomodada. Bufou, cruzando os braços novamente. – ‘Tá gostando da visão, é? – vociferou, grossa da forma que só ela conseguia ser. Os olhos do forasteiro brilhavam levemente e Milah perguntou-se o por quê de todo aquele show. Nem em um milhão de anos iria para a cama com aquele ser. Até porque, preferia manter-se virgem e pura até que se sentisse confortável com aquela ideia, e, sinceramente, duvidava muito de que um dia aquilo fosse acontecer. Além do que, se fosse escolher se deitar com alguém, o homem a sua frente definitivamente não seria o escolhido!

Argh, Milah, pára de pensar nessas coisas, pelo amor de Deus.

Viu-se revirando os olhos novamente. Era uma das manias que pessoas como ela tinham. Não conseguia ficar parada por muito tempo e esperava que não precisasse. O forasteiro levantou os braços, tentando atear a bandeira branca e a morena tentou não se sentir incomodada com aquilo tudo. Tinha medo de que não conseguisse agir com naturalidade por muito mais tempo. Seu recorde fora com uma das madames, mas nem de longe ela era tão insistente e irritante quanto o homem que a estava prendendo, mesmo que não fisicamente, naquele mercado. E aquilo era muito, até porque aquelas malditas madames a irritavam além das palavras. O desgraçado ainda parecia sorrir, bastardo.

- Creio que você não vai se importar se eu tirar alguns minutos de seu tempo, ou irá? Não que eu me importe, pelo menos –
Milah rangeu os dentes, encarando-o e fuzilando-o com o olhar. É claro que ela se importava. Tinha que achar alguém para penhorar o maldito relógio e convertê-lo em comida para ela e seu pai, mas podia falar aquilo? Óbvio que não.

A resposta é sempre dissimular, Milah, minha querida.” , escutou seu mestre recitar em sua mente. Os mandamentos de um ladrão eram seu mantra sempre que algo como aquilo acontecia. Teve de se esforçar para manter a expressão neutra e a voz estável, para não mandar aquele forasteiro nojento à merda. “Manter a calma também, minha aprendiz.” , seu mestre avisou e Milah segurou a língua. Preferiu negar levemente com a cabeça, ciente de que os olhos do forasteiro continuavam em seu rosto, buscando toda e qualquer alteração nele. Não o daria esse gostinho.

– Já roubou meu tempo mais do que podia, Alteza. -
descruzou os braços, olhando para todos os lugares possíveis, tentando imaginar pelo menos uma rota de fuga que a faria escapar daquela emboscada. Ele podia ser um espião de Xerife Silver! Droga, Milah. – Além do que, tenho coisas para fazer, lugares para ir e pessoas para visitar. Se não se importa, preciso ir. – Milah fez menção de se afastar, mas escutou a bufada do forasteiro, mantendo-se no mesmo lugar. – O que foi? Vai me acusar de roubar seu coração agora, Alteza? Porque eu definitivamente não estou com seu maldito relógio. – soltou uma risada divertida, sem querer, mas ao percebê-la, cessou-a por completo, fazendo questão de encará-lo, séria. Algo dentro de sua cabeça a alertou que tinha falado demais. Ele mencionara que se tratava de um relógio em voz alta? Milah travou todos os seus músculos, analisando todo e qualquer pedaço da expressão do homem a sua frente. O que faria agora?

Distração” , pensou, mas distração com o que? A mente de Milah maquinava distrações suficientemente tentadoras, mas todas envolviam nudez total ou parcial por parte dela ou de qualquer mulher ali presente. Ela seria tão baixa a ponto de fazer isso apenas para escapar da cadeia? Hm, a resposta estava bem na ponta de sua língua.

– Então... Vou-me indo, Alteza, até. –
tentou manter a voz neutra, mas estava nervosa, e suava como uma porca a caminho do abate. Droga Milah! Deu um ou dois passos para trás, antes de avistar uma das moças mais bem nascidas de Paradise Falls, com exceção dos Archer e dos Eastwood é claro, e pegou-a pelo vestido, rasgando-o no processo para jogá-la em cima do estranho em seguida. Se tivesse sorte, conseguiria escapar daquela sem muitos danos colaterais. Conseguia escutar sua pulsação em seu ouvido, afastando-se o máximo possível do local, correndo como nunca correra na vida.

A barriga implorava por comida. Milah se sentia mais fraca a cada passada, então parou em um beco próximo de onde estavam, arfando rápido e profundamente. A dor só aumentava e a vontade de choramingar estava ficando cada vez mais forte. O mau estar tomava conta da garota e Milah não teve escolha a não ser agachar-se no beco, segurando-se nas paredes e vomitando tudo o que tinha em seu estômago. Não era muito, e agora a vontade de chorar a arremetia. Estava muito ferrada.




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Re: Mercado de Paradise Falls

Mensagem por Dimitri Hoffman em Seg Jul 15, 2013 5:25 pm

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– O que foi? Vai me acusar de roubar seu coração agora, Alteza? Porque eu definitivamente não estou com seu maldito relógio. –

Arqueou ambas as sobrancelhas, alargando o sorriso que expunha em sua face. Relógio? Não se lembrava de ter dito nada sobre o objeto o qual perdera. Não podia estar mais feliz, o ratinho podia correr e correr, mas no final sempre era capturado pela sua ratoeira; e a garota estava caindo tão facilmente em seu jogo que Dimitri começava a entrar em dúvida se ainda tinha interesse na morena ou não. Suspirou lentamente, tentando esconder o sorriso convencido do rosto: de jeito nenhum abandonaria a partida agora que finalmente estava do lado vencedor. Ah... Adorava ver como o rosto da desconhecida deformava-se lentamente em uma careta assustada, será que tinha percebido seu erro? Ela já estava caindo.

Podia jurar que escutava as engrenagens do cérebro da garota trabalhando loucamente, talvez estivesse procurando o que dizer ou fazer agora que tinha se atropelado pelas próprias palavras. Será que tinha sequer percebido que fazia parte de um dos seus muitos jogos mentais? O que dizer? Um homem precisa de um hobbie. O seu era assistir a queda de uma ladra em ascensão.

- O que? Minha beleza lhe desconcerta tanto a ponto de perder suas palavras? Estou lisonjeado! -

O barulho parecia aumentar a cada palavra que ele pronunciava. Fez uma careta de irritação, cruzando os braços como a criança mimada que era. Odiava ter que se repetir, considerava isso uma quebra de clímax, a primeira vez nunca era tão boa quanto a segunda. Bufou, um sorriso sacana lhe escapando os lábios ao pensar nas primeiras vezes que tirara de diversas mulheres.
Definitivamente, a primeira vez era a melhor.
Sua linha de pensamentos fora interrompida ao escutar o berro da mulher a qual tinha se esquecido da presença momentaneamente.

- Então... Vou-me indo, Alteza, até. -

Oh, então a ó tão brilhante solução da garota tinha sido uma mera fuga? Nada criativo, em sua opinião. Vindo daquela... mulher, esperava algo como grandes explosões ou uma comoção de porcos raivosos.  Esse parecia ser o tipo de pessoa que ela era. Por isso, ao ver a garota se afastar com passos cautelosos, começara a refletir se aquilo era apenas uma fuga. Incerto, deu dois passos para a frente, tentando chegar o mais perto  possível do corpo esguio da mulher. Quanto mais perto do inimigo, melhor.
Por isso, pouca fora a sua surpresa quando a lunática simplesmente estraçalhara o vestido da dama que estava logo ao seu lado.

- Mas... O quê?!-

Escutou o grito esganiçado da mulher loira que fora brutalmente atirada contra o seu corpo, perdendo mais algumas peças de sua roupa no processo. Segurou-lhe a tempo, prensando-a contra si, dando um sorriso de canto a bela mulher.

- Parece ser seu dia de sorte, huh? -

Ergueu a loira, lhe ajudando a se manter equilibrada em seus próprios pés. Pelo canto dos olhos, percebeu que a cachorra já corria mais rápido que o próprio vento para longe de si.

- Bem, tenho um compromisso agora e infelizmente não posso ficar. Até logo, senhorita. Tenha um bom dia. –

Deu um breve aceno a todos que assistiam a pequena ceninha que a tal da Joãozinho armara, respirando fundo antes de sair a passos largos atrás de sua fugitiva. Até que ela não lhe estava desapontando tanto quanto pensara, até alegrara mais o seu dia com a loira anterior. Merda, pensou irritado, esquecera-se completamente de perguntar o nome da mulher. Tudo bem, acabaria por se esbarrar novamente com a dama, de tão pequena que era a maldita cidade. Ajeitou os cabelos totalmente desgrenhados pelo vento que batia incessantemente contra seu rosto, trazendo muitos grãos de areia junto consigo. Onde será que a Joãozinho tinha se enfiado? Já estava começando a perder as esperanças de encontrá-la naquele mercadinho lotado de gente quando vira, por uma fração de segundo, parte do vestido acabado da mulher entrando numa curva não tão longe de si. Finalmente. Acelerou o passo, perdendo o fôlego conforme o número de passadas aumentava, ele realmente esperava que aquela ladra valesse a pena.

- Já não era sem tempo! Devo admitir que você é bem rápida, agora, a questão é: qual é a maldita razão de estar correndo tanto de...

Interrompeu o fluxo contínuo e raivoso de suas palavras ao compreender a cena exibida bem na sua frente. A garota estava jogada no chão, agora completamente imunda e nitidamente mal, o líquido disposto tanto em suas roupas quanto no chão em sua volta comprovava o fato. Inconscientemente dera alguns passos para trás, considerando se deveria ou não chamar alguém, se é que alguém viria para ajudá-la. Talvez algum conhecido, contudo temia não encontrar ninguém e gastar um tempo que não sabia se a garota tinha ou não. Primeiro, o melhor a ser feito era conhecer o real estado da Joãozinho.

- Hey, pequena, sente alguma dor muito forte em algum lugar específico? Dor de cabeça, tontura...  - Franziu a testa, forçando a mente a lembrar de qualquer coisa que levasse uma pessoa como a Joãozinho a se jogar no chão e vomitar em plena – e desnecessária – perseguição. Analisou a morena lentamente, as roupas antigas e desgastadas, o rosto fino e magro, as bolsas embaixo dos olhos semicerrados... Era tão óbvio que não sabia o porquê de ter se assustado tanto. Fome, a Joãozinho estava morrendo de fome, literalmente. Não era a primeira vez que assistia a casos assim, e com certeza não seria o último. O lógico a ser feito era chamar alguém, qualquer pessoa, e a sorte estaria lançada.

Respirou fundo, se aproximando lentamente da morena, ponderando ainda sobre as razões que o estavam levando a ser tão bom com a mesma. Não encontrara nenhuma. Quer dizer, o interesse que estava mais para curiosidade que sentia dela não o punha em nenhuma obrigação a fazer qualquer coisa por ela. Nem ao menos sabia o nome da garota. Mesmo assim, após massagear as têmporas levemente, estendera a mão para a Joãozinho.

- Vamos, vou levá-la para casa. No caminho compro algo para você comer. –

Não esperou que a teimosa e irritantemente orgulhosa lhe respondesse. Sabia que do jeito que era, até mesmo desmaiada arranjaria um jeito de lutar contra si. Puxou seu corpo esguio com as mãos fixas em sua cintura e braço, encaixando-a com facilidade em seus braços, tentando ignorar o forte cheiro que exalava de suas roupas.

- Dimitri. – Disse, olhando incerto as direções que poderia tomar naquela pequena cidade movimentada para chegar na casa da garota. Por fim, desistira de tentar adivinhar e simplesmente lançara um sorriso de canto para a garota em seu colo. – Me chamo Dimitri. Só para o caso de sentir a mínima curiosidade o possível sobre quem está lhe dando este presente magnífico de ouro que você se esforça tanto para esconder. Ah, é claro. Dimitri Hoffman, para o caso de você também sentir curiosidade sobre o sobrenome que carregará futuramente. – Piscou divertido para a morena em seus braços antes de deixar a risada escapar.

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Re: Mercado de Paradise Falls

Mensagem por Olivia Stark em Ter Jul 16, 2013 1:22 pm


What the ...!?

   
   
   



- Já não era sem tempo! Devo admitir que você é bem rápida, agora, a questão é: qual é a maldita razão de estar correndo tanto de...

Não conseguiu deixar de tremer. Foi involuntário, apenas conseguia sentir suas entranhas se contorcerem na busca de alguma comida. Milah fechou os olhos por um momento, pedindo por tudo que era mais sagrado para que ela apenas conseguisse viver para alimentar o pai. Não tinha forças para sustentar aquele teatrinho mais, porém abriu os olhos parcamente, virando o rosto de lado de modo que conseguisse encarar o forasteiro desgraçado que havia a causado tanta dor de cabeça. Não deviam ter nem vinte minutos que se conheceram e ela já gostaria que nunca tivesse roubado dele, mesmo com o brilhante artigo pesando no bolso de seu vestido.

Segurou-se em uma das paredes do beco, buscando suporte para conseguir se manter ereta, fazendo o máximo possível para encará-lo como igual. Ela sabia que não era igual a ele. Tinha dignidade, pelo menos. Percebeu que ele dera alguns passos para trás e a vontade de rir foi sufocada pela de chorar. Sentia os olhos arderem, mas forçou-se a não deixar que nada caísse deles. Quem ele era para ver ela chorar? Não, ele não era ninguém. Limpou a boca com um pedaço do vestido e só então percebeu que tinha se sujado completamente. Ótimo, era seu melhor vestido e agora ela estaria sem nenhuma roupa que a tornasse invisível na multidão. Negou com a cabeça, sentindo a tontura novamente.

- Hey, pequena, sente alguma dor muito forte em algum lugar específico? Dor de cabeça, tontura...  –
viu-o analisá-la como a um rato de laboratório e só teve forças para encará-lo, devolvendo o olhar ardente, não por desejo, mas por raiva.

- Não me chame de pequena. –
murmurou, mas tinha certeza de que ele ouviria. – Não sou nenhuma pequena. – trincou o maxilar e se segurou mais firmemente à parede, as forças a deixavam, no entanto, e ela realmente não estava em posição de negar ajuda, mas se recusava a dar o braço a torcer. Notou o sorriso de canto que ele deu e só ficou com mais raiva do estranho. Por que ele se importava tanto? Por que não era como o restante do povo de Paradise Falls e apenas a ignorava? Ela tinha certeza de que o maldito relógio não valia nada para ele e ele podia comprar outro num piscar de olhos.

Observou ele respirar fundo e oferecer sua mão para a Jones, mas ela não seria idiota e burra a ponto de ir com ele, seria? Por outro lado, desmaiar ali mesmo não parecia muito promissor também. Já estava vendo alguns pontinhos pretos por onde for que olhasse. - Vamos, vou levá-la para casa. No caminho compro algo para você comer. – Negou com a cabeça. Aquilo já era demais, ele a alimentaria? Parecia uma necessitada, por acaso?

É, melhor não responder à sua própria pergunta retórica.

Ele não esperou que ela respondesse, apenas a pegou no colo e Milah fechou a cara. – Olha aqui, seu merdinha. Dá mais um passo comigo no seu colo e eu grito, e te chamo de estrupador, entendeu?! – tentou bater no estranho, mas não conseguiu, ele deve ter sentido só alguns tapinhas fracos. Milah precisava de algo para comer, urgentemente. Sim, ela falara errado, o que poderia trazer um sorriso a face do estranho, mas ele talvez tenha resolvido ignorar aquilo, tão divertido que estava com o embaraço de Milah.

Diabo, ela definitivamente não imaginara que acabaria sendo carregada por uma porta quando saiu de casa na manhã daquele dia. Esperou por tanto tempo para ele falar que jurava ter cochilado, mas nunca admitiria aquilo, sempre falaria que estava totalmente alerta para qualquer intenção maliciosa que ele pudesse ter com ela.

- Dimitri. –
quebrou o silêncio e Milah olhou para ele, porque antes estava perdida olhando para o povo de Paradise Falls. Por que todos tinham que se importar apenas com os próprios narizes? Onde ela vivia, bem na periferia do lugar, não era em nada diferente. Todos cochichavam, todos tramavam. Aquilo estava matando o pai lentamente desde que sua mãe fugira – Me chamo Dimitri. Só para o caso de sentir a mínima curiosidade o possível sobre quem está lhe dando este presente magnífico de ouro que você se esforça tanto para esconder. – soltou um muxoxo. Aquele relógio não valia a dor de cabeça, nem o seu dono, com certeza – Ah, é claro. Dimitri Hoffman, para o caso de você também sentir curiosidade sobre o sobrenome que carregará futuramente. piscou e Milah revirou os olhos, grogue demais para respondê-lo à altura e decidida a poupar suas parcas energias.

- Vá sonhando, Alteza. –
murmurou, a voz minguando. Não se lembra de ter se aconchegado no estranho, ou Dimitri, como ele mesmo se chamara, mas, quando deu-se por si, ali estava, a cabeça apoiada bem no peito dele. Soltou um grito, percebendo que não estavam mais onde ela se lembrava. – O que!? SOCORRO! – gritou novamente, sentindo anestesiada. Ah, senhor, ela não deveria ter desmaiado. O que seria dela agora? – Me larga! – gritou novamente, mas ele não parecia escutá-la. Cheiro de bacon frito passou pelo seu nariz e sua barriga roncou. Diabo, ela realmente estava necessitada.

Ele sinalizou para um lugar e Milah virou o rosto, dando de cara com um vestido tão novo que chegava a ter cores vivas. Seus olhos lacrimejaram levemente e ele a soltou. Negou com a cabeça veemente, recusando-se a olhá-lo. Tentou se levantar, mas a barriga roncou alto.

- Argh, cale-se! –
murmurou para si mesma, especificamente para a própria barriga. Virou para o homem, tentando aparentar raiva, mas definitivamente a fome estava vencendo-a. Cruzou os braços e continuou a encará-lo. Meio emburrada, fechou os olhos levemente, de modo que conseguisse vê-lo melhor. – Milah. – revirou os olhos quando ele pediu por mais informações. – Acho que já é informação demais, Alteza. – negou e caminhou em direção da comida. Caso se importasse, ficaria constrangida com a baba que provavelmente estava derramando, mas diabo! Nunca sentira um cheiro tão gostoso como aquele. Talvez só quando roubasse as madames que traziam pãezinhos da pequena mercearia de Paradise Falls, mas nada que se equiparasse a um belo e suculento pedaço de carne. Milah estava faminta, portanto, atacou sem cerimônias o Buffet, pouco se importando o que o forasteiro Dimitri Hoffman fazia ou deixava de fazer.

Um canto de sua mente lembrou-se de guardar algo para seu pai e ela o escutou logo que teve o pensamento. Sim, Aaron Jones comeria como um rei hoje à noite.


Encerrado.
Continua no Hotel de Paradise Falls

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Re: Mercado de Paradise Falls

Mensagem por Dimitri Hoffman em Sab Jul 20, 2013 4:31 pm

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Uma das coisas que Dimitri aprendera com o tempo, fora sobre como na vida sempre há o jeito mais fácil de fazer as coisas, normalmente, tendia a ser o jeito mais cômodo de ter o trabalho feito. A vida era muito mais simples se vivida como o seu avô tanto teimara em lhe ensinar, se vivida da forma em que ele vivera: trancafiado em uma mansão, se exilando de qualquer oportunidade boa ou ruim, um homem feito de paciência e compreensão. Quando se leva a vida dessa forma, é fácil sobreviver até os noventa e seis anos. Dimitri nunca aceitou essa ideia, entretanto, nunca culpara ou desafiara o avô enquanto jovem. Entedia que o passado assombrava Charles mais do que tudo, e também entendia muito bem a preferência pela monotonia. A monotonia não assusta. A monotonia é segura e passa essa impressão de estabilidade que nos dias atuais fora há muito perdida. Mas Dimitri sempre fora diferente, talvez a sua reclusão do mundo o tivesse feito inocente de alguma forma, como um escudo às tragédias no mundo lá fora. Havia muitas possíveis respostas para o porquê dessa vontade dele de explorar o desconhecido, de ser atraído pelo diferente, e no fundo ele sabia a resposta. Porque ao contrário do avô, a coisa que o Hoffman mais temia era a monotonia, temia os famosos “e se” mais do que tudo.
E essa também era a resposta para o porquê de Dimitri insistir tanto naquela garota, para o porquê de não tê-la abandonado completamente largada, sozinha e esfomeada naquele beco escuro. Primeiramente, porque de certa forma já conhecia a garota, mesmo que minimamente. Não poderia ser tão... Não poderia deixá-la ali. E depois, realmente tinha se interessado por ela, e não estava disposto a conviver com mais um “e se”.

- Vá sonhando, Alteza. –

Exibiu um meio sorriso para a morena em seus braços, arqueando as sobrancelhas questionadoramente.

- Como foi que você descobriu, cara Plebeia? –
Ela parecia não ter escutado a sua resposta, mas não se importara com isso, até mesmo estranhou não escutar nenhum murmúrio rabugento sair da boca da menina. Estava silenciosa demais, pensou enquanto dava uma rápida espiada na garota, verificando se algo tinha acontecido com ela ou não. A Joãozinho estava aninhada em seus braços, adormecida. Olhando dessa forma, até parecia uma mulher inocente, mas é claro que Dimitri conhecia a verdade. Suspirou, voltando o olhar para a frente, realizando que com a garota adormecida, jamais descobriria aonde a mesma morava.

- Merda. O que é que eu faço com você? -

Não tinha jeito, a solução óbvia era levá-la para o seu quarto imundo no único hotel da cidade. Com certeza não era o lugar ideal para cuidar da garota, mas era o único, então não tinha outro jeito. Voltou a apressar os passos pela famosa One Street, tentando lembrar aonde é que o agora tão familiar hotel ficava, mas era um pouco difícil se concentrar com o cheiro forte e desagradável que emanava das roupas da garota. Passou os olhos rapidamente ao seu redor, procurando qualquer lugar que vendesse um vestido ou uma peça de roupa aleatória sem encontrar nada. Mas que diabos de cidadezinha infernal, onde é que as moças daquela região compravam suas roupas? Tentou reparar nas sacolas que algumas senhoras carregavam, procurando algum vestígio de tecido dentro delas sem nenhum sucesso. Por fim, desistira de fazer do jeito convencional. Aproximou-se de uma garotinha que brincava com os amigos no meio da rua com um sorriso meigo no rosto lentamente, se perguntando sobre como as crianças reagiriam ao ver uma mulher desacordada em seus braços.

- Bonjour, mon petit! Será que você poderia fazer um pequeno favor para mim? -

Os amigos que antes corriam sem parar, automaticamente pararam quando Dimitri se aproximara dela, todos parados atrás da menininha como uma parede, as expressões subitamente carrancudas. O que era aquilo? Uma gangue de crianças? No que é que ele tinha se metido. A garotinha loira o olhou desconfiada, cruzando os braços pensativa.

- E o que é que eu ganho com isso? -

Dimitri esboçou um pequeno sorriso, enquanto aproximava o rosto lentamente da criança.

- Dinheiro. -

Aquela era a palavra mágica. Automaticamente todas as outras crianças também sorriram, como se ele tivesse dito a senha para entrar no clubinho delas.

- De quanto estamos falando? -

A loirinha perguntou. Pelo visto ela era a líder dali.

- Depende do que você conseguir me arranjar. Eu quero um vestido simples, que caiba nessa moça aqui. – disse, gesticulando com a cabeça para a Joãozinho - E comida. Qualquer tipo. Se chegarem aqui em cinco minutos e a qualidade das coisas forem boas, têm a minha palavra de que terá dinheiro o suficiente para todos aqui. –
Piscou para as crianças atrás da loirinha, e sorriu. Apoiou as costas contra a parede mais próxima e olhou para o céu dramaticamente.

- O que estão esperando? O tempo está passando! -


E todas as criancinhas saíram correndo esbaforidas, já sonhando com o dinheiro que receberiam. Dimitri jogou a Joãozinho contra o ombro, deixando uma mão livre para buscar o que é que tivesse de dinheiro no bolso da calça. Para sua surpresa, bastante coisa. Tirou o suficiente para eles se divertirem no festival de hoje, talvez até mais do que o necessário.
Algum tempo depois, Dimitri não saberia dizer se foi em cinco minutos ou mais, já que a ladra jogada em seu ombro esquerdo estava com seu relógio escondido em alguma parte de suas roupas. Obviamente, ele estava bem tentado a descobrir. Mas resolvera não o fazer, seria bonzinho com a Joãozinho dessa vez.

- Aqui, senhor. O vestido e a comida. –
Novamente, a loirinha foi a primeira a se pronunciar. Sorriu para ela, tirando o vestido azul claro das mãos dela. Era um vestido bonito, não tinha certeza quanto ao tamanho, mas ainda era melhor do que nada. Apoiou o vestido no outro ombro, tirando o prato de comida das mãos da outra criancinha. Cheirava a bacon e estava quente.

- Muito bom, agora, para vocês... – Deu o dinheiro na mão da loirinha, os olhos castanhos dela brilhando mais do que qualquer outra coisa. Não esperou escutar qualquer tipo de agradecimento antes de sair, trato era trato, não era necessário nenhum agradecimento das criancinhas.
Depois de algum tempo rodando pela cidadezinha, finalmente encontrou o hotel caindo aos pedaços em que estava hospedado. Não avistou ninguém ali embaixo, tomando conta da recepção, provavelmente o homem deveria estar se embebedando em algum lugar como todo o resto da população de Paradise Falls.  Suspirou, pegando a chave de seu quarto atrás do balcão e subindo as escadarias que estalavam a cada passo que ele dava.  Lar, doce temporário, lar.  Avistou seu quarto, no fim do corredor. A porta tão velha que o número exibido na mesma não era mais legível. Apressou os passos, mal podendo esperar para se jogar na cama dura e descansar um pouco.  Girou a chave na fechadura e entrou no quarto, ainda intacto. Apoio o vestido na cama, o prato de comido ao lado do vestido. Antes que pudesse colocar a Joãozinho na cama também, a mesma acordara. Respirou fundo, já pressentindo o que estava por vir.

- O que!? SOCORRO! –

- É o que eu estou tentando fazer, te socorrer –
Resmungou baixinho, enquanto lutava para conseguir segurá-la no colo. Ela se remexia e chutava o ar com força, não facilitando nem um pouquinho a sua vida. – Quer parar quieta só um instante?! – Se ela tinha escutado, ignorara completamente. Gênio difícil. – Me larga! – Revirou os olhos, resolvendo ignorar a garota até ela se acalmar. Ou calar a boca. E foi então que Dimitri escutou a barriga dela roncando, praticamente implorando por alimento.  Sorriu, apontando com a cabeça para a cama, vendo os olhos dela arregalando com a imagem disposta diante de si. Soltou o corpo dela vagarosamente, com medo de que ela ainda estivesse fraca. Apesar de que, nesses poucos minutos, ela tivesse provado que fraca era a única coisa que não estava.
Não disse nada enquanto observava os olhos dela começarem a lacrimejar. Ela não devia ver um bom prato de comida há muito tempo.  Mas ao invés de sair correndo para a cama como ele achou que ela iria fazer, ela voltou o olhar para ele e negou com a cabeça, teimosia estampada em sua face. Como ela era orgulhosa, ele não queria nada em troca, porque ela não aceitava a droga da ajuda dele de uma vez? Era nítido que ela estava com fome. Estava pronto para protestar quando o estômago dela roncou novamente.

- Argh, cale-se! –

Dimitri riu levemente com o jeito desajeitado e teimoso dela. Sabia que ela estava tentando de qualquer forma domar o estômago e negar a comida que – ó, logo ele – estava oferecendo para ela. Era engraçado ver o conflito que existia dentro dela naquele instante. Ela fechou os olhos, emburrada, e cruzou os braços. Mal sabia o quão estranhamente... meiga, ela ficava daquela forma.

- Milah. –
Ela cuspiu, sem dizer mais absolutamente nada.

- Belo nome. Prazer, Milah... ? –
Milah revirou os olhos com a sua tentativa de descobrir algo mais sobre ela.

– Acho que já é informação demais, Alteza. –
Sorriu sorrateiro para ela, arrastando as costas pela parede até estar sentado confortavelmente no chão. Ela tirou a atenção de si, caminhando em direção ao prato de comida. Não conseguiu conter o olhar que seguia os movimentos dela.
- O que posso dizer? Nada que vem de você é demais para mim, mon amour. – Bagunçou os cabelos levemente antes de suspirar teatralmente.  – Não que seu sobrenome realmente importe, como já disse, seu futuro é Hoffman, Milah. –
Exibiu um sorriso convencido, já esperando a resposta que a garota iria dar.
- Aliás, o banheiro é logo ali, se quiser trocar de roupa. Ou então troque aqui mesmo, não que eu vá me importar. Não mesmo. -
Conhecendo o temperamento instável da garota... Dimitri estava arriscando a sua vida nesse joguinho que insistia em jogar com Milah. Apoiou a cabeça contra o joelho levantado, analisando cada pequeno movimento dela.


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