[FP] Jones, Milah

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[FP] Jones, Milah

Mensagem por Olivia Stark em Seg Mar 18, 2013 9:16 pm

Registro de personagem em Dead or Alive.
Milah Jones


PERSONALIDADE:
Destemida, corajosa e valente seriam bons adjetivos para descrever a filha única do velho desgraçado de Paradise Falls cuja esposa fugiu com um Forasteiro há anos atrás, abandonando o marido e filha na cidadezinha. Faz de tudo para conseguir botar comida na mesa de casa, e tem uma careta quase involuntária de estar com nojo de algo, além da expressão de poucos amigos. É grossa, não tem muita paciência com erros e não sabe ler ou escrever, mas isso realmente não importa para uma ladra que precisa se ver longe de pretendentes em potencial. A única pessoa com quem realmente se importa é seu pai (que não consegue fazer nada a não ser sentar-se no sofá imundo da casa de madeira deles e ver a vida passar lentamente, sem dizer uma palavra desde que sua mãe se fora) e teme pelo dia em que ele não aguentará mais viver naquele mundo. Geralmente se mete em muitas confusões na cidade, seja tentando roubar uma das madames ou o mercadinho local, em busca de alimento para ela e seu pai, ou até mesmo em brigas com uma das damas que viram o rosto para ela, sempre andando de nariz empinado, sendo conhecida por toda a Delegacia de Paradise Falls. Milah apostaria todas as poucas posses que tem que não sobreviveriam sequer um dia sem os vestidos caros e a água em abundância. Portadora de um sorriso que poucos vêem, Milah é, de fato, uma das jóias mais brutas e impossíveis de serem lapidadas da cidade e, segundo seu pai, deveria ter nascido um homem, pela personalidade diferente e por recusar-se a se casar com uma pessoa que provavelmente mandaria seu pai para um asilo na primeira das oportunidades.

HISTÓRIA:
Nascida prematuramente, Milah, desde pequena, teve de lutar pela sua sobrevivência. Nunca foi a criança mais inteligente ou bonita de onde morava, mas do que adiantava beleza ou inteligência em um mundo selvagem? A mãe sempre tentara enfiar ao menos um pouco de sanidade e respeito, bem como modos e postura para a filha, mas Milah realmente deveria ter nascido um garoto. Jamais se importou com aquele tipo de coisa e aquilo só enfurecia sua mãe, Tammi, de uma forma que palavras seriam incapazes de explicar. O pai era um ferreiro, o mais requisitado de Paradise Falls. Na época, não passavam fome nem nada do tipo. Era a típica família de classe média, que tinha de se manter em cima do muro quando se tratava das duas famílias que davam as ordens na cidade.
Quando completou seus seis anos, no entanto, toda a sua realidade se desfez bem em frente aos seus próprios olhos. Sua mãe conheceu um forasteiro qualquer que estava de passagem pela cidade e, cansada de toda aquela vida parada e pouco produtiva, fugiu com ele, abandonando-a e deixando seu pai como se nada tivesse acontecido. Milah não poderia dizer o que sentira na época, só entendia que o pai colapsou-se dentro de si mesmo e nada do que fizesse conseguiria trazê-lo de volta. Sem alternativa, teve de começar a cuidar de si mesma por conta própria, fazendo o máximo possível para o pai comer, o máximo possível para conseguir arrumar pelo menos um ou dois pães dormidos para conseguir manter-se de pé enquanto mendigava pelas ruas, pedindo e humilhando-se em troca de alguns trocados, ou até mesmo a piedade de Archers e Eastwoods. A verdade era que: ninguém ligava. Ela estava sozinha. Não tinha ninguém a quem recorrer e aquilo caiu como um baque, surdo, volúvel e certamente aterrador, na Jones.
Muitas noites foi dormir de barriga vazia, roncando e doendo enquanto se encolhia como uma bola na cama esfarrapada que seu pai conseguira comprar na antiga época. Tudo era caro naquele Novo Mundo. Tudo estava fora de seu alcance.
Foi então que conheceu pessoas que ensinaram-na a se sustentar, a atirar, a assaltar, a roubar, como queira definir. Tinha escolha? Bancar a ética em pessoa era muito mais fácil com uma barriga cheia e vestindo roupas confortáveis e quentes. Se dar ao luxo de ser assim já não era sua realidade e ela sabia disso. O pai mantinha-se ligado poucos minutos por dia, apenas quando estava comendo, e depois voltava para seu marasmo, olhando para o nada interminavelmente pela varanda do casebre que tinham desde que se entendia por gente. Ele não falaria nada caso a encontrasse em uma cela, e temia que também não ligasse, tamanha sua alienação do mundo.
A vida se seguiu, e a família Jones, que antes era uma das mais prestigiadas de Paradise Falls, agora sobrevivia na miséria, mesmo assim ainda respirando por conta dos pequenos roubos que Milah fazia. Vez ou outra era pega, mas não importava, tudo o que lhe importava era continuar para que seu pai continuasse vivo. Era o único que ainda estava com ela, mesmo depois de tudo, e mesmo naquele estado.
Com dezesseis anos, deveria estar se casando, mas pela sua reputação, nenhum dos homens da cidade quis tentar a sorte com ela. Foi um alívio agridoce para ela. Era bom saber que sua atitude estava dando certo, sabia como todos daquela cidade eram. Ninguém era fiel a ninguém e aquilo apenas destruía as histórias que escutara da mãe e das mulheres recitando para seus filhos na calada da noite. Também era ótimo poder continuar sustentando seu pai, não sabia se o seu marido iria querer mantê-lo e aquilo lhe apertava o coração. Por outro lado, ter alguém do lado seria também um alívio, alguém com quem dividir o peso, alguém com quem poder contar. Nada tinha seu valor naquela maldita cidade, e a morena tinha certeza de que ela mesma não valia sequer um tostão furado.
Os anos passaram e o pai só piorou com o tempo. As vizinhas diziam que ele estava com demência e Milah precisaria mandá-lo para longe o mais rápido possível, mas recusou-se a fazer isso. Não abriria mão do pai. E, além de tudo, como conseguiria pagar um asilo para ele? Mal conseguiam manter-se vivos do jeito que viviam.
Com vinte e seis anos, já era considerada uma encalhada convicta por toda a cidade, o lixo da sociedade de Paradise Falls, mas que diabos...? Se ela realmente desse a mínima para o que aquelas madames de nariz empinado – Katrina e Margot Archer, os troféus de Simon e Daniel Archer e o restante de toda a maldita cidade dissessem, não sairia da cama e seu pai estaria fadado a morrer de fome. Desenvolveu, no entanto, uma raiva que não conseguia explicar por forasteiros. Tudo culpa de sua maldita mãe.
A vida continua.
Uma pessoa dependia dela, e Milah não era conhecida por desapontar ninguém.
Nome completo Milah Cornelia Jones
Idade Vinte e seis anos
Photoplayer Mila Kunis
Grupo Cidadãos

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Viper
THANKS, LU.

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Re: [FP] Jones, Milah

Mensagem por Iris Van Der Beek em Ter Mar 19, 2013 10:37 am

APROVO-ME

Sério gal, se virem algum erro é só me falar, ok? Não revisei ~

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